sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Trabalho Políticas Públicas - CÍNTIA AZEVEDO, LEONARDO LUZ, LUIZ OTÁVIO, HENRIQUE SIQUEIRA ,THIAGO AUGUSTO


CÍNTIA AZEVEDO
LEONARDO LUZ
LUIZ OTÁVIO
HENRIQUE SIQUEIRA
THIAGO AUGUSTO

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA NA CIDADE DE LAVRAS

LAVRAS – MG
2018


Constituição Federal – Seção III Do Desporto
      Art. 217: E dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um, observados:

      I - a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações quanto a sua organização e funcionamento;

      II – a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento;

      III – o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não profissional;

      IV – a proteção e o inventivo às manifestações desportivas de criação nacional.

§ 1º O Poder Judiciário só admitirá ações relativa à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, regulada em lei.

§ 2º A justiça desportiva terá o prazo máximo de sessenta dias, contados da instauração do processo, para proferir decisão final.

§ 3º O poder público incentivará o lazer, como forma de promoção social.

UNESCO

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte (1978): o esporte é um direito de todos.

LDBE – Lei nº 9.394/ 96: Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional

      Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum...

§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e as condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos e ao aluno que:

I – cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas;

II – maior de trinta anos de idade;

III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática de educação física;

IV – amparado pelo Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro de 1969;
V – (VETADO);

VI – que tenha prole.


Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei n° 8.096

Art. 1. Esta Lei dispõe sobre a proteção integral da criança e do adolescente.

Capítulo IV – Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer.

Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e juventude.

Política Nacional do Esporte – Resolução nº 05/ Conselho Nacional do Esporte

 - Democratizar e universalizar o acesso ao esporte e ao lazer;

 - Promover a construção e o fortalecimento da cidadania;

 - Descentralizar a gestão das políticas públicas de esporte e de lazer;

 - Fomentar a prática do esporte de caráter educativo e participativo;
 - Incentivar o desenvolvimento de talentos esportivos em potencial e aprimorar o desempenho de atletas e para-atletas de rendimento.

Diretrizes da Política Nacional do Esporte

1 – Universalização do acesso e  promoção da inclusão social;
2 – Desenvolvimento humano;
3 – Ciência e tecnologia do esporte;
4 – Promoção da saúde;
5 – Paz e desenvolvimento da nação;
6 – Desenvolvimento econômico;
7 – Gestão democrática: participação e controle social;
8 – Descentralização da política esportiva e de lazer;


Proposta de governo para os esportes no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2019

No plano do presidente eleito em outubro de 2018 não há menção ou proposta para o esporte nacional. Proposta de governo para os esportes em Minas Gerais a partir de 1º de janeiro de 2019. Agrupar as secretarias de esporte, cultura e educação em uma só.

JEMG – Jogos Escolares de Minas Gerais

É uma competição esportiva educacional de escolas públicas e privadas com estudantes atletas do ensino fundamental e médio.

O JEMG em números:
-         Aproximadamente 38 modalidades esportivas;
-         Mais de 160 mil estudantes atletas;
-         8 mil professores;
-         16 mil profissionais envolvidos;
-         3 mil empregos diretos;
-         8 mil indiretos;
-         Cerca de 500 mil espectadores.

JIMI – Jogos do Interior de Minas Gerais

Incentivar a prática esportiva, a integração e sociabilidade.
O JIMI 2018 em números:
-         Aproximadamente 22 modalidades esportivas;
-         415 cidades inscritas;
-         Julho Lavras sediou as etapas regional e microrregional sul;
-  Lavras disputou: futsal feminino e masculino, voleibol masculino e basquete e handebol masc.
-         Última etapa de 14 a 18 de novembro em Uberlândia.

SELTC
      Secretaria de Esporte Lazer Turismo e Cultura
      Horário de funcionamento: 07:00 às 21:00 segunda à domingo
secretaria: 08:00 às 17:00
      Profissionais de Educação Física responsáveis pela ministração das praticas corporais: Dionisio (cebolinha), Valeria, Maria Rezende, Pacheco, Welinton, Cascata.
Alguns projetos:

      Projeto Conquista: Pratica de dança e ginastica com portadores de necessidades especiais. Existe há  15 anos, atende cerca de 50 pessoas.
      CENAV (Centro de apoio às necessidades auditivas e visuais): Existe há 6 anos, as praticas acontecem no Jardim Sensorial.
      Grupo Alegria de Viver: Prática de ginastica, alongamento, caminhada e vôlei com pessoas da 3ª idade. Existe há 26 anos.
Esportes ofertados no espaço da SELTC:

      Futsal;
      Handebol;
      Voleibol;
      Basquete.

Jardim Sensorial:

Espaço destinado ao desenvolvimento dos sentidos diversos de forma cenestésica. Muito utilizado pelos projetos CENAV e Projeto Conquista. No momento está sendo revitalizado.

Principais atividades:

      Fomentar e divulgar o esporte, lazer turismo e cultura;
      Promover implantar e executar programas e diretrizes relativas às praticas esportivas e culturais;
      Espaço gratuito e democrático;
      Atende a todas as faixas etárias e pessoas com as mais diversas.
Principais demandas e necessidades:

      Salas para praticas diversas;
      Alojamento para campeonatos e competições no município;
      Transporte.
ICMS esportivo:

O que é?
            Incentiva a organização e implementação de políticas públicas do esporte nos municípios, por meio do fomento à criação e manutenção de conselhos municipais de esportes e realização de programas e projetos esportivos. SELTC ocupa 25ª posição no estado de Minas Gerais, a meta para 2018 é ocupar a 15ª posição.
Estrutura esportiva da SELTC:

      1 quadra poliesportiva coberta;
      3 quadras de vôlei e peteca;
      1 quadra de areia;
      2 quadras poliesportivas;
      1 quadra profissional de futsal e handebol;
      Jardim Sensorial;
      Pistas de skate: 1 half pipe e 1 pista de street.

CRAS - Centro de Referência de Assistência Social

O que é?

O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) é a porta de entrada da Assistência Social. É um local público, localizado prioritariamente em áreas de maior  vulnerabilidade social, onde são oferecidos os serviços de Assistência Social, com o objetivo de fortalecer a convivência com a família e com a comunidade.
Público Atendido:

Famílias e indivíduos em situação grave desproteção, pessoas com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no Cadastro Único, beneficiários do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Formas de Acesso:
Cadastro Único do governo federal.
Equipe Técnica:
Coordenador, Assistente Social, Psicólogo, Auxiliar Administrativo, Auxiliar de Serviços Gerais e Educadores.
Objetivos:
 - Acolhida;
 - Busca Ativa;
 - Plano de acompanhamento;
 - Visitas domiciliares;
 - Encaminhamentos;
 - Oficinas com Famílias;
 - Ações Comunitárias;
 - Ações Particularizadas.
Ações:
Encaminhamento para órgãos públicos, Bolsa Família, Programa Minha Casa Minha Vida, Carteira do Idoso Estadual, Grupo PAIF, Aula de Capoeira, Carteira do Idoso Municipal, Redução da taxa de Água e Energia, Passe livre para deficientes físicos, Telefone Popular, Ginástica Laboral, Aulas de Artes Marciais, Aulas de Pintura, Aulas de Violão, Aulas de Artes, Aulas de Percussão, Aulas Computação e Robótica, Ballet, Facultativo Baixa Renda/INSS, Atendimento por equipe multifuncional: Assistente Social/Psicóloga.

Centro Regional de Iniciação ao Atletismo

O que é?

            O projeto Cria Lavras é uma atividade de extensão da UFLA em parceria com a Prefeitura Municipal. Tem como objetivo, por meio do atletismo, colocar crianças e jovens da cidade e região em contato com a universidade, para que, dessa forma, se sintam incentivados a ingressar nesse ambiente.

Origem do Projeto

            Desde 2007, crianças e jovens são treinados pelo professor, do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavras (DEF/UFLA), Fernando de Oliveira, para que possam dar o melhor de si, no esporte e na vida.
             O graduando em Educação Física, Pedro Oliveira, que se interessou pelo esporte aos 11 anos e inspirou o pai, Fernando, a idealizar o projeto. “Lembro de estar assistindo à final dos 100 metros do atletismo nas Olimpíadas de 2008 e descobrir que era isso o que queria fazer, ser atleta de verdade. E o Cria Lavras nasceu, com mais três crianças participantes. Fazíamos outros esportes, mas o atletismo foi ganhando força, agregando mais pessoas, até alcançarmos um estado de profissionalismo.”

Cotidiano dos Atletas

            De segunda a sexta, das 15h às 18h, e aos sábados, das 9h às 11h, os atletas treinam na Pista de Atletismo de Alto Rendimento ou no Ginásio Poliesportivo da UFLA. Os participantes são divididos em quatro grupos, sendo o primeiro composto por crianças de 7 a 10 anos, o segundo grupo, também chamado de iniciantes, de 10 a 14 anos, o grupo intermediário, compreendido por adolescentes de 15 a 17 anos, e os avançados, acima de 17 anos.
             Os atletas que se superam em seus grupos, mesmo que não tenham alcançado a próxima faixa etária, são transferidos de equipe.

Diversidade Cultural

            Além da iniciação esportiva, os alunos, das escolas de Lavras que são mais novos,          também têm acesso à diversas práticas corporais. O grupo dos “pequerruchos” (de 7 a 10 anos), como são chamados pelo professor Fernando, também possuem atividades de judô, taekwondo, dança e recebem aulas de biologia, português e matemática.
           
Amplitude do Projeto

      Podem participar do projeto alunos de escolas públicas e particulares. Atualmente, estudantes de 16 diferentes escolas de Lavras são atendidos na UFLA, totalizando cerca de 110 participantes. A Prefeitura cede o transporte para os treinos e viagens para campeonatos, quando necessário. Estudantes do curso de graduação em Educação Física da Universidade também participam e colaboram com a causa.

      A iniciativa não se restringe somente à Universidade. Duas vezes por semana, estudantes da disciplina de Esportes Individuais 2, do DEF, conduzem atividades nas próprias escolas públicas de Lavras. Dessa forma, o projeto alcança mais 480 crianças, aproximadamente.

      Para o professor Fernando, a força de vontade não tem limites: além do município de Lavras, 1500 crianças são atendidas na região. Cidades como Ibituruna, Ijaci, Perdões, Bom Sucesso, Itumirim, Coqueiral e Itutinga são beneficiadas com o projeto por meio de parcerias com órgãos municipais, onde professores e estudantes de Educação Física da UFLA acompanham as atividades.

Conquistas

             A iniciativa despertou interesse também em outra universidade: a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) inseriu o programa com o apoio da equipe de Lavras.
             Decorrente do sucesso do Centro Regional de Iniciação ao Atletismo – Cria Lavras, projeto da UFLA em parceria com a Prefeitura Municipal, Lavras entrou mais uma vez para a história do esporte nacional. A UFLA se tornou um dos Centros Regionais da Rede Nacional de Treinamento de Atletismo (RNTA).
            A RNTA é uma ação coordenada do Ministério dos Esportes, CBAt, Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Força Aérea Brasileira (FAB), para quebrar o paradigma da preparação olímpica. “Não é possível mais esperar resultados diferentes com os mesmos métodos”, destacou o coordenador. Ele considerando ainda que a UFLA será um centro regional, responsável pela região Sudeste e Sul do País, sob a coordenação do professor Fernando Oliveira.
            Tornar-se Centro Regional implicará no aporte da Rede para a contratação de profissionais para o acompanhamento dos atletas, além de equipamentos e materiais para dotar a Universidade de uma melhor infraestrutura para os treinamentos.


BIBLIOGRAFIA



Centro de Referência de Assistência Social, Lavras,MG;

Resenha do livro. Educação do corpo na escola brasileira. Marcus Aurélio Taborda de Oliveira


EDUCAÇÃO DO CORPO NA ESCOLA BRASILEIRA

MARCOS AURÉLIO TABORDA DE OLIVEIRA

Sendo um trabalho de pesquisa, Marcus Aurélio Taborda de Oliveira consegue organizar um conjunto de ensaios que reconstituiu um interessante painel que desvenda muito das praticas corporais acontecidas no âmbito escolar. Educação do corpo na escola brasileira é uma coletânea que utiliza pesquisa em arquivos, para a compreensão dos fenômenos educacionais É uma coletânea de dez textos que, em sua maioria, abordam a questão do trato do corpo e das práticas corporais nas escolas brasileiras. As análises apresentadas desenvolvem-se a partir de pesquisas na área da história da educação e educação física realizadas em sua maior parte por pesquisadores do estado do Paraná. Os trabalhos lançam novos olhares, perspectivas e expectativas para o desenvolvimento de pesquisas sobre o assunto, especialmente por abordarem temas bastante variados, tais como: disciplina; castigos corporais; relações entre escolarização e esporte; disciplinas escolares; higiene, violência, currículo, musicas.
"A educação do corpo na escola brasileira", é, segundo o autor, um conjunto de reflexões que pretendem sugerir algumas possibilidades para um programa de pesquisa em torno da instauração de práticas corporais no interior da escola. Estas reflexões são elaboradas a partir de quatro eixos: o sentido de um programa de pesquisa que pretende estudar historicamente a relação entre corporalidade e escolarização; o conjunto de temas que pode encerrar a documentação sobre a qual se pode trabalhar; a inter-relação entre diferentes campos disciplinares. Durante o trabalho, ele aborda estes eixos através do diálogo com alguns resultados de um projeto de pesquisa sob sua coordenação, que vem estudando a questão no contexto da escola paranaense.
Em "Marcas do corpo escolarizado o inventário do acúmulo de ruínas, abordado fala sobre: A articulação entre memória e filosofia da história em Walter Benjamim", o autor Alexandre Fernandez Vaz reúne parte dos resultados de uma pesquisa que fez sobre teoria crítica, racionalidade e educação. “Sobre a articulação entre memória e filosofia da história em Walter Benjamim”, o autor reúne parte dos resultados de uma pesquisa que fez sobre teoria crítica, racionalidade e educação. Neste texto, ocupa-se do tema da memória e da história em Benjamim e Adorno, tendo como fonte para seus comentários as recordações de infância que aparecem em trechos de obras destes pensadores. Nas memórias de Benjamim, a escola aparece como espaço de restrição e sofrimento, enquanto em Adorno observa-se uma relação entre fascismo, os primeiros anos de vida e o cotidiano escolar.
A violência na escola, corpo e escolarização, tema abortado por Luciane Paiva Alves de Oliveira: Investiga a violência, dentro ou fora da escola, pode ser feita por intermédio da vinculação contraditória que o homem mantém com o corpo: relação de amor-ódio. A título de ilustração são relatadas algumas situações vivenciadas no contexto escolar onde se manifesta a violência: durante o recreio e no período de entrada e saída de turnos.
O uso dos castigos corporais empregados para disciplinar e conter os corpos das crianças que deveriam se submeter a uma educação escolarizada, em busca de uma civilização dos costumes pretendida em fins do século XIX, o tema sobre o qual Talita Bance Dalcin discute em seu texto 'Palmatoando'. “Os usos dos castigos físicos em nome da disciplinarização e da ordem nas escolas paranaenses da segunda metade do século XIX”. Analisando documentos do Arquivo Público do Paraná, Dalcin aponta que os castigos corporais eram justificados sob dois argumentos centrais: o esgotamento do castigo moral, previsto em lei, como forma de disciplinar os alunos, e maior eficácia dos castigos corporais, especialmente da palmatória, para o disciplinamento que conduziria à 'civilidade'.
O processo de escolarização do esporte por meio da contribuição da Associação Brasileira de Educação (ABE) é tratado por Meily Assbú Linhales em "A produção de uma forma escolar para o esporte: os projetos culturais da Associação Brasileira de Educação (1926-1935) como indícios para a historiografia da educação física". Em sua exposição, Linhales analisa projetos da ABE, utilizando-se da categoria forma escolar para propor a identificação das estratégias de produção do que ela denomina de forma escolar para o esporte, e da categoria saberes escolares para pensar o esporte como uma 'disciplina' que participa da formação da escola, da prescrição pedagógica e da organização sociocultural atinente à experiência escolar moderna.
A forma como os intelectuais de diferentes formações abordaram a discussão da saúde, da higiene, da educação e da sociedade, assim como as influências destas questões na revista Educação Physica, nas décadas de 1930 e 1940, foram analisadas por Omar Shneider e Amarílio Ferreira Neto em "Saúde e escolarização: representações, intelectuais, educação e educação física". Evidencia-se a transposição de uma perspectiva que defendia um branqueamento da sociedade, para um discurso que aponta a educação do corpo de caráter higienista para a melhoria da população. A educação física, ressaltada na revista, tinha por função melhorar as condições biotipológicas promovendo uma homogeneidade da população, tendo como modelo a educação grega (física, moral e intelectual) e o culto ao padrão grego de estética corporal espelhado em sua estatutária. Aponta-se um processo onde está presente tanto continuidade quanto descontinuidade nos discursos e propostas de promoção da saúde por meio da escola
Os programas de educação física para o ensino secundário e sua implementação no contexto escolar são analisados por Sérgio Roberto Chaves Júnior em "Os programas de educação física no ensino secundário: algumas considerações sobre o Ginásio Paranaense (1931-1947)". As análises desenvolvidas indicam que tanto o programa contido na reforma Francisco Campos quanto às diretrizes para a educação física nos estabelecimentos de ensino secundário de 1947 foram claramente baseados no método francês. Sua principal contribuição é a de demonstrar em que medida estes programas se efetivaram, ou não, no contexto do Ginásio Paranaense.
O trabalho de Vera Lúcia Gomes Jardim, intitulado "Educação musical: a concepção escolar para o ensino da música" trata dos processos de ensino da música implantados através das políticas educacionais nas escolas públicas de São Paulo em consonância com a filosofia educacional historicamente colocada no final do século XIX até os anos de 1920. Ao longo do texto, a autora procurou destacar as funções que estavam colocadas para a educação musical na formação escolar daquele período. Demonstra, por meio de sua análise, que os métodos utilizados na educação musical estavam sintonizados com os novos postulados da pedagogia e da psicologia, em especial com o método intuitivo desenvolvido por Pestalozzi, que se apoiava na intuição, na observação, nos sentidos e na experiência.
"O ensino de canto orfeônico e sua perspectiva higienista na primeira metade do século XX", de Wilson Lemos Junior, é um texto onde o autor procura destacar a perspectiva utilitarista com a qual pretendia-se ensinar a música orfeônica na escola, enfocando as práticas da escola secundária curitibana na primeira metade do século XX. Neste contexto, o aspecto higienista era muito enfatizado enquanto elemento de desenvolvimento físico das partes respiratória e circulatória do corpo, bem como recreador, socializador e moldador de um determinado perfil cultural para o país, principalmente, com o advento do Estado Novo.
O texto que encerra o livro, de autoria de Cássia Helena Ferreira Alvin e Marcus Aurélio Taborda de Oliveira, intitulado "Uma experiência de construção do currículo escolar para a educação física: das amarras da tradição à tentativa de reorientação", expõe, a partir das experiências de Araucária, no Paraná, uma proposta de reformulação para o ensino da educação física. Propõe como seu objeto de ensino a corporalidade concebida como a expressão criativa e consciente do conjunto de manifestações corporais historicamente produzidas, buscando a comunicação e interação de diferentes indivíduos com eles mesmos, com outros, com o seu meio social e natural. Assim, foram elaborados quatro eixos norteadores para a prática pedagógica deste componente curricular na escola: desenvolvimento corporal e construção da saúde; expressividade do corpo; relação do corpo com o mundo globalizado; o corpo que brinca e aprende. O ponto de partida do trabalho pedagógico na concepção pautada na corporalidade é entender o corpo como construção histórico-cultural, partindo do senso comum para o conhecimento científico-cultural elaborado, produzido pela humanidade, organizado e sistematizado.
Contudo o texto nos mostra que é necessário ir além da particularidade de cada disciplina: é preciso estar atento ao papel desempenhado por cada uma delas num âmbito mais amplo, cada disciplina pode assumir uma função especifica. E com isso podemos perceber que a importância em pesquisar historicamente as disciplinas escolares e seus componentes didáticos é fundamental. Compreendemos também que os trabalhos apresentados neste livro trazem importantes contribuições para o entendimento das relações entre os processos de escolarização e os processos de educação do corpo na sociedade brasileira, constituindo-se em fonte de inspiração para o desenvolvimento de novas pesquisas e reflexões, especialmente nas áreas da educação e educação física.



Esporte de rendimento e esporte na escola



Esporte de rendimento e esporte na escola

Rodrigo Moreira Andrade

O “Livro Esporte de rendimento e esporte na escola” nasceu de uma série de debates organizados pela Revista Movimento (2000 a 2001), com o objetivo de recolher e reafirmar as opiniões de uma serie de profissionais da área da educação física sobre o esporte de rendimento e o esporte na escola.

Valter Bracht utilizando a sociologia crítica da educação e do esporte, ele questiona o papel educacional do esporte tecnicista utilizado. Para isso ele levanta os maiores equívocos cometidos.

Assim Bracht faz em seu texto dois movimentos (demarcação e aproximação) que tem seu marco constituído por meio de três axiomas que parecem ser contraditórios: A função conservadora da escola ,o afastamento da escola por meio do projeto neoliberal, a contribuição da função do esporte na escola. Acredito que a sociologia crítica de Bracht quando usada como função demarcatória parece remeter ao essencialismo que ele tanto critica. Mesmo pautando e levantando tópicos importantes sobre o próprio tabu de criticar as praticas impostas pelo conservadorismo educacional presente na educação física. Acho que Bracht poderia encarar de forma mais séria as contribuições de Stigger sobre a heterogeneidade das práticas esportivas.

Porém após a demarcação Bracht vem com a aproximação e eliminação de mal-entendidos e por meio disso volta de forma sucinta a destacar a importância da intervenção no campo do esporte. Apesar de várias divergências dos autores do livro, esse seria o ponto x, o ponto de união entre eles e todos os textos. Seria a interpretação que o esporte de rendimento deve ser observado e tratado pedagogicamente.

Esse ponto em comum começa com Bracht e vai até Vaz. Mesmo nas oposições que Gaya faz a aceitação do ponto de vista dominante, no caso a filosofia critica de Bracht a uma união. Quando se analisa a obra por inteira é possível perceber que o esporte de excelência e seu caráter formativo é contra -posto a crítica de Brach. Apresentando como todos os outros autores coerência na discussão pedagógica do esporte de rendimento, mas contradição nas medidas reflexivas.

Porém é importante salientar que essa obra vem de forma provocante te questionar, apresentando ideias contrapostas unidas a e esse fundamento em comum afim de exemplificar que temos que fornecer ao esporte da escola uma direção diferente daquela que o esporte de rendimento já possui e que não devemos e nem podemos subordinarmos inconscientemente à técnica pelo seu valor. Entretanto, não podemos cometer o equívoco inverso de idealizar o lúdico nem abandonar o movimento pela reflexão.

E por meio desses questionamentos e exposições o livro esporte de rendimento e esporte na escola, consegue te convidar para um verdadeiro debate sobre o processo educacional que o esporte de rendimento assume ,em muitas vezes em função do esporte escolar, por meio do seu trajeto histórico envolto a várias mudanças (revoluções, capitalismo e afins). E sobre nosso papel de debater e modificar não o esporte, mas sua proposta de apresentação.

Vídeo da resenha crítica:


Referência:

LOVISOLO, Hugo Rodolfo; STIGGER, Marco Paulo. Esporte de rendimento e esporte na escola. 3. ed. [S.l.]: Autores Associados, 2009. 218 p. v. 3. 

Resenha Crítica:A JANELA DE VIDRO: ESPORTE, TELEVISÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA - Mauro Betti,1997




Resenha Crítica da Tese de Doutorado:

A JANELA DE VIDRO: ESPORTE, TELEVISÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA
Mauro Betti,1997

A relação entre Televisão, Educação Física e Esporte tornou-se objeto de estudo a partir das últimas décadas do século XX e dessa forma trouxe juntos com algumas respostas, uma infinidade de indagações sobre os impactos positivos e negativos da associação entre a mídia, sobretudo a Televisão, nas percepções sobre o papel da Educação Física.
A Televisão criada em 1936 e produzida em larga depois da Segunda Grande Guerra modificou a audiência do esporte em todo mundo e forçou-o a um  papel de dependência da espetacularização. No inicio instaurou-se certa rivalidade entre a Televisão e os dirigentes esportivos, no entanto passaram a apoiar-se e dependerem um do outro, especialmente no plano econômico. Essa parceria passou a se definir de modo que a Televisão passou a injetar dinheiro no sistema esportivo por meio dos patrocinadores.
Com a intenção de promover espetáculos criou-se espectadores ‘desprovidos de qualquer competência prática e atentos a aspectos extrínsecos da prática, como o resultado, a vitória’. Isto leva a conseqüências no campo dos profissionais, pois as recompensas que advém do público favorecem a busca da vitória a qualquer preço, levando, dentre outras coisas, ao aumento da violência. Nesse movimento entre a mídia e o universo esportivo a civilização moderna promove uma desnaturação do corpo que, no caso da cultura física, é agravada pela mitologia do esporte e o culto do herói olímpico, organizado com a colaboração da mídia. Assim, consequentemente cria-se uma perspectiva equivocada do papel da Educação Física escolar, onde se referencia a esta área do conhecimento como sendo uma viabilização  para a conquista de um corpo idealizado, e não para o próprio corpo; o "esportista" é um apaixonado que se contenta em participar pela pessoa interposta de seus ídolos; e a transmissão das atividades esportivas não tem relação com a prática real da cultura física.
Ao propor uma nova associação entre a imagem e a linguagem, a televisão molda também novas maneiras de percepção. Para a televisão, importa tanto a forma de mostrar o esporte, como seu conteúdo. Uma conseqüência imediata é a fragmentação e a distorção do fenômeno esportivo, pois a televisão seleciona imagens esportivas, e as interpreta para nós, propõe um certo "modelo" do que é "esporte" e "ser esportista". Mas, sobretudo, fornece ao telespectador a ilusão de estar em contato perceptivo direto com a realidade, "como se estivesse olhando através de uma janela de vidro".
No que diz respeito à relação entre a relação da Televisão e Educação – educação aqui tendo um sentido mais abrangente, além da Educação Física – temos posicionamentos em torno da televisão como componente da "cultura de massa", ou "indústria cultural". E na linha de frente situam-se os que lhe atribuem uma função conservadora e alienante, tendo em vista que contribui para a dominação das massas, dirigindo e cerceando a consciência das pessoas, e para a reprodução da cultura como mercadoria no processo capitalista. A explicação para tal encontra-se no modo como fabrica seu produto, e não no seu conteúdo. Por outro lado, há apontamentos no sentido de que a televisão detém potencial para propiciar uma ampliação do mundo para o espectador, que não seria totalmente passivo no processo, e de que o problema não está no meio em si, mas na estrutura industrial que o rege.
Como sendo principal veículo de comunicação a atingir as classes mais populares, a Televisão representa a ferramenta mais efetiva da “cultura de massa” ou  ”industria cultural” revela-se dentre outras análises e referencias que, ‘a televisão teria, então, a capacidade de tornar-se instrumento eficaz para a conservação da ordem estabelecida, mediante a re-proposição contínua daquelas opiniões e gostos médios que a classe dominante julga mais apropriadas para manter o status quo. Numa sociedade em que a autonomia individual e a multiplicidade das opiniões são admitidas, mas na qual, por exigências econômicas, realiza-se um direcionamento "oculto" da opinião, a indústria cultural adota os meios da persuasão comercial, "mas ao invés de dar ao público o que ele quer, sugere-lhe o que deve querer ou deve acreditar que quer’.
Para Babin e Kouloumdjian, a observação do comportamento e da linguagem das novas gerações atestam o surgimento de uma cultura audiovisual, defendendo que se deve, em virtude dessa nova realidade, criar uma educação audiovisual. As novas gerações nasceram neste novo meio. A cultura audiovisual é "intrinsecamente repleta de afetividade, de raciocínios analógicos e de assaltos do inconsciente". Não se pode nela penetrar pela análise lógica, nem rejeitá-la preconceituosamente, sob pena de aumentar a distância e a falta de comunicação com os jovens. Os adultos e os professores devem compreendê-la pela experiência da imersão e da exposição às novas linguagens audiovisuais.
Descritos, superficialmente nesta síntese, um breve contexto histórico e algumas perspectivas sobre a relação íntima entre Televisão e Educação e Televisão e Esporte, caminhar no sentido de aproximar-mos das considerações finais, se faz extremamente necessário. Considerando com enorme pesar que, por motivos didáticos, aprofundamentos riquíssimos não poderão ser pontuados devido a natureza desse texto. Dito isso, prosseguimos com o autor: “Posso seguramente, além disso, antecipar que a nossa interpretação do esporte na televisão não será definitiva nem única, mas a melhor possível, à luz do que sabemos. É o que Ricoeur nos ensinou”.
Exemplos do tipo de linguagem usada na Televisão em programas esportivos e análise:
Dinheiro e violência são outras temáticas recorrentes. “Fulano” foi vendido por cinco milhões de reais, o lutador de boxe irá faturar 50 milhões de dólares em uma só luta, a renda da partida foi recorde, 105 mil "verdinhas" são as "estrelas do espetáculo" na competição de surf, a seleção vencedora da Liga Mundial de Vôlei recebeu um milhão de dólares, a lista dos atletas mais bem pagos do ano - 60 milhões de dólares, 33 milhões de dólares... Faltas violentas no futebol, briga de torcidas ou agressões ao árbitro em qualquer esporte são notícias obrigatórias.
A falação também introduz a linguagem tecnológica e científica ao grande público: o salto com vara é "a transferência da energia cinética acumulada na vara"; o "teste do lactato sangüíneo" serve "para medir o limiar anaeróbico" - novas palavras na terminologia do futebol.
Notícias sobre o desempenho de atletas e seleções brasileiras têm também grande destaque. Contudo, conteúdos como o nacionalismo, ou o racismo, aparecem subordinados às funções de criar expectativa, polêmica e rivalidade, e não como conteúdos que tenham valor por si próprios. Ao referir-se à "tradicional rivalidade sul-americana", quando jogam Brasil e Argentina, o objetivo não é, apenas, despertar o nacionalismo, mas criar a expectativa de uma partida emocionante. Num programa esportivo, o jornalista, entrevistando um jogador negro, levantou a hipótese de que seu time foi campeão devido à presença de muitos negros na equipe, o que, retrospectivamente, teria sido fator de vitórias na história do clube. O racismo, é claro, entra como conteúdo, mas a principal função é criar polêmica, instigar o debate, prender a atenção do telespectador.
A falação expõe discursos de duplo padrão moral. No jogo da seleção, o centroavante brasileiro fez um gol com auxílio do braço, e o locutor agradeceu ao árbitro peruano: "Muchas gracias [nome do árbitro]! Gracias hermano!" O jogador declarou em entrevista ao telejornal do horário nobre: "o artilheiro tem que fazer gol de qualquer jeito, não importa". É a mesma falação que condena a violência, o doping, o suborno...
Já que em nossa sociedade o grau de controle sobre as conexões naturais extra-humanas é muito maior que o das conexões sociais inter-humanas, as ciências naturais desenvolveram-se mais e com maior velocidade que as ciências sociais. Uma conseqüência desse fenômeno é que, quanto menos sujeita ao controle humano está uma esfera concreta de acontecimentos, tanto mais emocional e carregada de fantasias tende a ser a idéia que dela temos, o que nos torna menos capazes de construir modelos das conexões mais adequadas ao objeto e, portanto, de controlá-la. Assim, a aceleração do tempo das mudanças tecnológica e social aumentou as incertezas e os temores das pessoas.
A televisão e o esporte são terrenos perigosos e incertos para a educação. Por que deveriam merecer a atenção da Educação Física? De Novaski a Flusser, de Morais a Eco, de Elias a Babin e Kouloumdjian, encontramos a mesma conclusão: o educador deve "ousar riscos", deve "apostar" e ter esperanças...
 O educador precisa, pois estar atento à contemporaneidade, com o que ela comporta de anseios, determinações e possibilidades, e a ela deve responder com uma filosofia, o que significa também viver uma filosofia, engajála no cotidiano, fazê-la presente na história. Deve perscrutar as origens dos sentidos iniciais que atribui às coisas - há as ideologias, há o inconsciente - e entregar-se à paixão pelo possível - os projetos - que são uma instância dos sentidos que estão por vir: "pois pelo menos uma parte do real é a realização de possibilidades antecipadas pelo projeto e pela decisão humana".



Mauro Betti

Possui graduação em Licenciatura e Mestrado em Educação Física pela USP, Doutorado em Educação pela UNICAMP, Livre-Docência pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Pós-Doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Adjunto aposentado do Departamento de Educação Física da Faculdade de Ciências da UNESP, campus de Bauru, e docente no Programa de Pós-Graduação em Educação (mestrado e doutorado) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP de Presidente Prudente. Atua na área de Educação Física, nos seguintes temas: Educação Física escolar,concepções teórico-metodológicas no ensino da Educação Física, inovação curricular, mídias, saberes da Educação Física, experiências formativo-educacionais no esporte e metodologia das pesquisas qualitativas. É autor dos livros: "Educação Física e Sociedade", "A Janela de Vidro: esporte, televisão e educação física", e "Educação Física Escolar: ensino e pesquisa-ação", além de inúmeros capítulos de livros e artigos em periódicos especializados. Foi assessor dos PCNs (5a a 8a séries do Ensino Fundamental),e da Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a disciplina Educação Física, e do Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano do PNUD/ONU. Entre 1980 e 1985 foi professor de ensino de 1o grau da Prefeitura de São Paulo.  



Resenha Crítica: A educação física cuida do corpo e... "mente" - João Paulo Subirá Medina


Na obra A Educação Física cuida do corpo… e “mente” (1983), Medina traça as dificuldades e receios de encontrar a identidade da educação física e propõe que ocorra uma revolução que comece com uma crise, como explícito no texto: “A educação física precisa entrar em crise urgentemente. Precisa questionar criticamente seus valores. Precisa ser capaz de justificar-se a si mesma. Precisa procurar sua identidade. É preciso que seus profissionais distingam o educativo do alienante. O fundamental do supérfluo de suas tarefas. É preciso, sobretudo, discordar mais, dentro, é claro, das regras construtivas do diálogo. O progresso, o desenvolvimento, o crescimento advirão muito mais de um entendimento diversificado das possibilidades da educação física que de certezas monolíticas que não passam, às vezes, de superficiais opiniões ou hipóteses”. P.38
A introdução do autor pretende despertar no leitor, uma maneira revolucionária de pensar. Abre uma auto reflexão sobre uma revolução cultural que deve ser abraçada por todos no intuito de recuperar o sentido humano do corpo (corpo não é só um monte de ossos e carne), sendo o profissional de Educação Física a parte mais interessada nesse projeto que vem pra questionar e desafiar.
 A obra promove uma reflexão sobre a educação física, que contempla as questões sociais e a necessidade de um compromisso político de seus profissionais: “É por essas e outras razões que a política, entendida como instituição de poder constituído - legalmente ou não -, uma vez que exerce influências na maneira de ser dos indivíduos, não pode ficar ausente das preocupações de ninguém. E se é verdade que a instituição política, por meio dessa estrutura constituída de poder, procura controlar, moldar e preservar a sociedade em todas as suas manifestações, considerando os interesses e as aspirações de seus mandatários, fica claro que é necessário penetrar melhor nesse entendimento para saber até que ponto tais interesses e aspirações vão ao encontro daqueles de todas as outras pessoas e grupos que compõem o corpo social da nação”. P.34
Neste ensaio, o autor traça, de forma inteligente e crítica, uma denúncia acerca do processo de domesticação na educação do corpo dentro da Educação Física e, extensivamente, no contexto social brasileiro. Ao mesmo tempo, anuncia elementos importantes da pedagogia freiriana como categorias estruturantes de outra pedagogia a ser pensada no âmbito da Educação Física. Os termos “conscientização”, “liberdade”, “humanização”, “diálogo”, “unidade teoria/prática”, “práxis”, “criticidade”, “humildade” e “esperança” tornam-se fios condutores para a prática libertadora de uma verdadeira cultura do corpo.
 Ele também exemplifica as práticas autoritárias e a alienação presentes no cotidiano da educação e da escola e a desocultação da imagem conservadora dos professores de Educação Física, como descrito no trecho a seguir: “Os homens têm de fazer-se sujeitos da história e não objetos. Devem fazer-se livres e não alienados”. P. 35.
Pra finalizar, o autor ressalta que somente com a mudança de postura dos PEF, será possível um novo projeto e almejar novas possibilidades para a educação física.
João Paulo Subirá Medina

Possui mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1987) e atualmente é doutorando em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) com previsão de defesa para 2018. Tem experiência na área de ensino universitário em Educação Física (PUCC, UNICAMP, FMU) e é especialista em gestão técnica de futebol, tendo trabalhado em alguns dos principais clubes do futebol brasileiro, além da Seleção Brasileira e Seleção da Arábia Saudita. É também autor e coautor de diversos livros nas áreas da educação física, saúde e psicologia.
Informações coletadas do Lattes em 27/06/2018
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Doutorado em andamento em Educação Física
2014 - Atual
Universidade Estadual de Campinas 
Título: Plano Diretor para o Futebol Brasileiro (2017-2027),
Mestrado em Filosofia 1982 - 1987
Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC Campinas 
Título: Brasileiros: Os corpos de seus corpos - Elementos político-filosóficos para uma pedagogia do corpo - Uma contribuição para a educação física no Brasil - 1987
Especialização em Técnica em Futebol
1971 – 1971 Escola de Educação Física de São Carlos SP 
Título: Futebol profissional

Graduação em Educação Física
IDIOMAS
 Inglês
Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
 Espanhol
Compreende Bem, Fala Razoavelmente, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Grande área: Ciências Humanas / Área: Educação. Grande área: Ciências da Saúde / Área: Educação Física.
REFERÊNCIAS 

Link dos vídeos sobre a resenha: 
https://www.youtube.com/watch?v=Vqz5TR3hAXo
https://www.youtube.com/watch?v=o5wqZHzpLzI





quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Instruções para publicarem os trabalhos


Boa tarde pessoal, enviei os convites para se tornarem autores no blog da disciplina, porém antes de publicarem algo vocês deverão fazer o upload dos arquivos para algum site de compartilhamento. Se quiserem, tudo que for texto .doc, powerpoint, etc. dá para usar o www.ebah.com.br, entretanto para isso vocês deverão criar uma conta no site para inserirem os seus trabalhos, pois ao obterem os links de compartilhamento bastará copiar os links.
No nosso blog, cliquem uma única vez em NOVA POSTAGEM ou editar sua postagem. Daí é só escolherem na barra de ferramentas logo acima um dos botões indicados (LINK ou INSERIR IMAGEM/VÍDEOS). Caso queiram inserir vídeos maiores do que 100mb deverão postar no youtube utilizando o nosso canal, só peço que evitem usos simultâneos para não nos bloquearem:

terça-feira, 10 de julho de 2018

Grupo 1: Pesquisa de Campo Zona Sul

UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS


Bruno Monteiro de Castro Rios – Licenciatura
Gustavo Silva Tostes de Souza – Bacharelado
Jhonatan Willian de Paula – Licenciatura
José Maria de Souza Júnior – Bacharelado
Luiz Fernando Lima – Bacharelado
Yago Bernardes Villela – Licenciatura
PESQUISA DE CAMPO
Zona Sul
LAVRAS MG
2018

Introdução

Para a nossa pesquisa ficamos responsáveis pela região sul no qual se encontra o a 6º Região da Policia Militar, 8° Batalhão.
Foi possível observar várias áreas para a prática de exercícios físicos como campo de futebol, piscina, academia, etc.
É importante ressaltar que apenas dentro do batalhão da polícia militar se podia encontrar áreas onde eram abertas a todos os civis.
Já pela região todas as academias e encontradas precisavam pagar.
Percebemos que independente de ser pago ou não, a região é rica em variedades de atividades onde todas as idades podem encontrar alguma que se sinta melhor.

Como tudo começou...

Em 1930, ocorreu uma Revolução no Brasil que deu fim à República Velha e alçou ao poder o presidente Getúlio Vargas. Para a restauração e manutenção da ordem, o Estado de Minas organizou o 8º Batalhão de Caçadores Mineiros. Sendo julgada a necessidade da criação de mais um batalhão, o Grupo de Metralhadoras Pesadas foi, então, transformado no Oitavo Batalhão de Infantaria da Força Pública de Minas, confirmado em decreto de 29 de setembro de 1931 pelo presidente do Estado, Olegário Maciel.
Em 9 de julho de 1932 começa a Revolução Constitucionalista de 1932, quando o Estado de São Paulo se voltou contra o governo provisório de Getúlio Vargas para convocar uma nova Assembléia Nacional Constituinte. Dada a necessidade de proteger as fronteiras mineiras sob risco de invasão, toda a força policial foi colocada em prontidão e o comando foi entregue ao tenente-coronel Fulgêncio de Souza Santos. Em 11 de julho, dois dias após o início do levante paulista, finalmente, entrava em franca atividade o novo batalhão. O batalhão recebeu ordens do governo para aceitar voluntários até que se completasse o seu efetivo, incluindo em seu quadro vários oficiais, entre eles o major José Persilva [Vilela, 2007]. 
O “batismo de fogo” do 8.º Batalhão deu-se no túnel da Estrada de Ferro da Central do Brasil, na serra da Mantiqueira, entre os municípios de Passa Quatro (MG) e Cruzeiro (SP). Cerca de 1.500 policiais mineiros e duas unidades do Exército combateram de forma duríssima as forças paulistas por quase três meses [Della Rosa, 2010]. Bem no início da batalha o coronel Fulgêncio de Souza Santos tombou por uma bala inimiga [Cicarelli, 2013].
Passada a Revolução Paulista, o 8.º Batalhão de Infantaria da Força Pública de Minas que estava originalmente aquartelado na Rua da Paraíba, em Belo Horizonte, por decreto n. 11.238, de 28 de fevereiro de 1934, é transferido para a cidade de Lavras em 21 de março. Essa mudança ocorreu graças aos esforços do dr. Carlos Luz, eminente auxiliar do governador Benedito Valadares.
Os militares foram recebidos com grande entusiasmo, sendo que algumas tropas foram aquarteladas provisoriamente no Grupo Escolar Firmino Costa, no prédio da antiga Fábrica de Meias, e também no prédio da Sociedade Agrícola de Lavras, nos quais foram efetuadas adaptações necessárias às acomodações.
Há pouco mais de oitenta anos, em 20 de abril de 1937, inaugurou-se o quartel definitivo do 8.º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, que desde então tem zelado pela segurança e proteção de todos os lavrenses.

Academia ao ar livre

Pensando na qualidade de vida dos agentes e da população, a 6º Região da Policia Militar, 8º Batalhão, instalou academia ao ar livre localizado dentro do batalhão, proporciona a possibilidade de atividade física com aparelhos modernos e eficazes. Nessa academia ao ar livre possui aparelhos mais comuns, mas que podem exercer a função perfeitamente na mudança do corpo. Como por exemplo:
Simulador de caminhada: Ele aumenta a mobilidade dos membros inferiores e desenvolve a coordenação motora.
Remada sentada: Proporciona um fortalecimento na musculatura das costas e ombros.
Esqui: Aumenta a flexibilidade dos membros inferiores, quadris, membros superiores e melhora a função cardiorrespiratória.
Dentre outros aparelhos que lá possuem.

Campo e pista de corrida

Campo de futebol
O campo do batalhão reinaugurado em 23/09/2000 não possui medias oficiais, mas é muito bem cuidado e apto a práticas esportivas. Entretanto o campo e pouco usado pela sociedade o movimento lá se da em finais de semana onde a terceira idade costuma jogar futebol de manhã, fora isso ele e muito frequentado nas épocas de vento forte onde garotos da região aproveita pra soltar pipa.
Pista de Atletismo
Nas margens do campo do batalhão a pista é muito frequentada para a prática de esportes como caminhada e corrida. A população da região costuma utilizá-la todos os dias nos períodos da 6 as 8 da manhã e a noite também das 18h as 21h. Muito bem construída e um excelente lugar para as práticas de esporte citadas.


Entrevistas

Evaldo Fernandes – Primeiro Sargento concedeu uma entrevista para nós em relação a piscina do batalhão, como é utilizada.
Diz ele “ A piscina é aberta a independentes legais, são filhos de polícia e netos. Para esses membros entrarem no clube, precisa de uma carteirinha, que segundo ele não possui nenhuma taxa de manutenção e nenhuma contribuição. Mas quem se sentir bem e estar doando, eles aceitam. O horário de funcionamento 8 até as 18 horas, todos os dias.
Pessoas que não são filhos e nem netos de militar, para poderem usufruir devem pedir autorização do comando, sem taxas para usar.

Conclusão
Nós concluímos com todos os dados recolhidos e estudantes na nossa pesquisa de campo que na zona sul da cidade de Lavras MG a somente academias privadas e pouquíssimos pontos para atividades físicas públicas. Só podemos contatar que somente uma parte do 8º Batalhão da Policia Militar, oferece a pista de atletismo e a academia ao ar livre para a população da região. As demais áreas não há nenhuma outra forma para a prática de atividade física.


Dias das visitas

Nós, integrantes do grupo visitamos o batalhão e a região em volta nos dias 07/05/2018, segunda-feira.
Visitamos dia 14/05/2018, segunda-feira.
Dia 15/05/2018.
Fomos dia 22/05/2018, terça-feira, para concluir o trabalho

Link do vídeo:

GRUPO 7- DIAGNOSTICO DE PRATICAS CORPORAIS 2018/1


Grupo 7:Matheus Henrique Costa Alves, Iory Haguen, Eduardo Nogueira, Heder, Gustavo

Grupo 3- Diagnóstico de práticas corporais em Ijaci

Trabalho escrito
Slides

Diagnóstico Grupo 9 2018/1 Vídeo


segunda-feira, 9 de julho de 2018

GRUPO 2
Diagnóstico de Práticas Coporais-Lavras/Centro

Alunos:
Amanda
Ayla
Alessandra
Lara
Rafaela
Vivian
Thais

Trabalho Escrito



GRUPO 4

DIAGNÓSTICO DE PRÁTICAS CORPORAIS EM
ESPAÇOS PÚBLICOS E PRIVADOS DO MUNICÍPIO DE
LAVRAS - MG

Alunos: André Luís Silva e Batista
Ana Clara Anastácio Ribeiro
Gabriele Roberta Mosca
Julia Andrade Resende Arriel
Letícia Rios Coelho
Victória Lourenço Duarte



Grupo 5- Diagnostico das praticas corporais em Bom Sucesso-MG

 Link -  http://www.ebah.com.br/content/ABAAAhbegAJ/trabalho-marcio-1 



sábado, 6 de agosto de 2016

parte  teórico do trabalho de campo
https://drive.google.com/open?id=0Bx4OhFUpwqKUOFp5SDBGcWZ5R0U

grupo 7: Álex Bruno, Alexander César, Alysom Monteiro, Filipe Ribeiro, Kallil Neves, Lilian Pedroso, Leonardo Rabelo, Luan , Maria Eduarda Nascimento, Otávio Rodrigues, Patrick Passos.