segunda-feira, 30 de maio de 2011

CIVILIZAÇÃO ROMANA - ASCENÇÃO E QUEDA

INTRODUÇÃO

A ascensão do império romano teve início na era monarca, se deu pela agricultura, comércio de mercadorias, negociações de moeda e tomada de terras de outros povos, assim dessa forma agregando escravos as seus exércitos aumentando o poder de batalha.

História de Roma

Roma foi um importante império para a historia da humanidade. Foi à primeira Republica instituída e detinha grande poder. Foi dividida em 3 períodos.

Monarquia

De 753 a.C. (data tradicional da fundação de Roma) a 509 a.C. (derrota dos Tarquínios).

República

De 509 a.C. (proclamação da República) a 27 a.C. (Otaviano recebe o Senado o título de Augusto)

Império

De 27 a.C. a 476 d.C. (queda do Império romano do Ocidente)

Explicação Mitológica: RÔMULO E REMO

· Segundo a mitologia romana Rômulo e Remo eram irmãos gêmeos que foram lançados à morte no rio Tibre. Pelo destino, foram salvos por uma loba, que os amamentou e os criou. Posteriormente, foram adotados por um casal de pastores. Na vida adulta, retornam a sua cidade natal e ganham terras para fundar sua própria cidade. Por motivos de desavença e por conflitos afins da organização da cidade Remo mata seu próprio irmão e da à cidade seu próprio nome, Roma.

Explicação histórica

Surgimento da população romana se da a partir da união de três povos. Gregos, Etruscos e Italiotas. Desenvolveu na região uma economia baseada na agricultura e no pastoreio.

A população romana no inicio era divida em:

Patrícios; (parte nobre).

Plebeus; (parte pobre).

MONARQUIA 753 a.C. a 509 a.C.

Rei – Rômulo 753-715 a.C.

Primeiro rei de Roma

Os romanos acreditavam que o rei tinha origem divina. A organização política na monarquia era separada em 3:

Rei

Que possuía função militar, religiosa e judicial.

Senado

Função propor leis e fiscalizar o rei.

Assembleia Curial

Votavam as leis do senado.

FIM DA MONARQUIA INÍCIO DA REPÚBLICA

O período de transição ocorreu, quando assumiram o poder os três últimos Reis etruscos (Os Tarquínios), que com a ajuda da plebe conseguiram tomar o reinado.

Pela sua tirania os reis foram expulsos de Roma pelo senado (Patrícios), assim os Patrícios tomando a frente de todas as decisões e chegando ao fim a monarquia romana. No lugar do rei, elegeram dois magistrados para governar.

REPÚBLICA 509 a.C. a 27 a.C

A substituição da Monarquia pela República foi um ato reacionário dos patrícios, que afastaram a realeza, cada vez mais comprometida com as classes empobrecidas. O monopólio do poder voltou às mãos dos patrícios, com as instituições romanas assegurando a manutenção do poder.

Depois das guerras por terras a classe social foi dividida em:

Patrícios: (parte nobre, com grandes propriedades de terras);

Clientes: (homens livres, que se associavam aos patrícios, prestando-lhes diversos serviços em troca de auxilio econômico);

Plebeus: (homens livres que se dedicavam ao comercio, artesanato ou atividade agrícola);

Escravos: (em sua maioria prisioneiros de guerras)

BASES DA REPÚBLICA

Republica:

Formada em 3 órgãos: o senado, os magistrados e as assembleias,(SPQR).

Senado:

Poder Supremo: (Propunham Leis, formado exclusivamente por Patrícios).

Magistrados:

Poder Executivo: (Também formado por Patrícios, mas não exclusivamente).

Lutas de Classes na República

Plebeus X República (Patrícios)

Reivindicação de Direitos, Maior participação nas decisões (Senado), Melhores Condições Alimentares, Direito de Casar-se com Patrícios, Exercer Cargos de Magistratura;

E assim formou-se o DIREITO ROMANO;

Fim da República e Início do Império

Com o fim da República ouve:

Êxodo rural;

Lutas políticas e sociais;

Júlio César era um general que havia conquistado a Gália em 60 a.C. Depois disso, deu um golpe em Roma, atacando-a no ano de 49 a.C. e proclamando-se ditador perpétuo (ou seja, governaria com poderes ilimitados até a sua morte).

Com a morte de Júlio César por integrantes do senado, ocorreu o fim da república e início do império romano com a posse de Octaviano (filho de J.C.).

IMPÉRIO 27 a.C. a 476 d.C.

Primeiro imperador de Roma foi Otávio (César Augusto) 27 a.C. a 14 d.C.

Principais imperadores romanos: Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).

Formação e Expansão do Império Romano

Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Aníbal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum. Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.

Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.

PODER DE BATALHA (EXÉRCITO)

Roma era poderosa devido ao seu exército, de uma força soberba e bem treinado, com uma disciplina e armas superiores à maioria dos seus inimigos. A base do exército era a legião, de dimensões variáveis, que no tempo de Augusto tinha seis mil homens, todos os cidadãos romanos voluntários, que serviam durante vinte anos. A legião dividia-se em 30 manípulos e estes em duas centúrias. Os principais oficiais eram os centuriões, cada um responsável por cem homens, derivando daí o nome de centúria. Nos anos 200 d. C. a legião tinha apenas dois mil homens. Cada legião contava com o apoio de uma força auxiliar de não romanos mobilizados para o exército, que tinha mais ou menos a mesma quantidade de homens. A força total de um exército variava, tendo com Augusto 28 legiões, que eram deslocadas de local para local conforme as necessidades da defesa. As legiões eram leais apenas aos seus próprios generais, conferindo-lhes popularidade e poder, como foi o caso de Júlio César.

LAZER ROMANO

PÃO E CIRCO

Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos, alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

Cultura Romana


A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.

Religião Romana


Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características (qualidades e defeitos) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família. Principais deuses romanos: Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.

TERMAS ROMANAS

As termas romanas eram um dos maiores prazeres da vida urbana na Antiguidade, um dos principais locais de entretenimento. Quase como um clube ou um Shopping Center hoje em dia – aliás, talvez tudo isso junto.

Até meados do século 3 a.C., os balneários existiam apenas nas propriedades dos ricos. No século seguinte, por iniciativa de imperadores e empresários, termas públicas foram construídas. Para entrar nelas, pagava-se uma pequena quantia, isso quando a diversão não era gratuita. O ápice dos banhos públicos foi lá pelo ano 300 – nessa época, havia quase mil casas do gênero em Roma.

Um banho público não era um lugar voltado apenas para a higiene. Os balneários eram frequentados também para a prática de esporte, para fins culturais e para tratamentos de saúde.

QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO

Crise e decadência do Império Romano

Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias. Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares.

Os povos germânicos, tratados como Bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla. Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.

Legado Romano

Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental. Podemos destacar como exemplos deste legado: o Direito Romano, técnicas de arquitetura, línguas latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano), técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura.

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u73.jhtm

http://www.roma.templodeapolo.net/ver_reis.asp?Cod_rei=261&Video=Civilização%20Romana&Imagens=Túlio%20Hostílio&topo=

http://canais.sol.pt/blogs/olindagil/archive/2009/02/06/A-CIVILIZA_C700C300_O-ROMANA.aspx

http://www.slideshare.net/ecsette/casas-de-banho-da-roma-antiga

http://www.minhaescritura.com/dinheirobr.html

http://10descobreahistoria.blogspot.com/2010_10_01_archive.html

http://www.slideshare.net/guestf342e/moda-romana

Indicamos este site e esses dois vídeos para melhor compreensão:

SITE - http://www.starnews2001.com.br/historia.html

VIDEO PARTE I - http://www.youtube.com/watch?v=2VF_pXPpgZM

VIDEO PARTE II - http://www.youtube.com/watch?v=JRW4R7G7kJc&feature=related

REFERÊNCIA DOS VIDEOS

http://historiablog.wordpress.com/author/pauloalx75/page/14/

PAULO ALEXANDRE - pauloalx@gmail.com

VIDEO - Apresentação Teatral da Turma VIII do curso de Educação Física, para a disciplina de Corpo e Hístoria da Universidade Federal de Lavras

http://www.youtube.com/watch?v=lYW5W6LS6zw


Grupo: Denis Rodrigo Del Conte, Renato Milan Canal, Lucas Martins Ferreira, Lukas Mrad, Diego de Castro Perreira, Hiago Souza.
Grécia Antiga

As cidades-estado

A Grécia antiga não era um país, mas uma série de cidades-estado autogovernadas. De fato, no nosso mundo moderno ‘política’ vem de ‘polis’, a palavra grega para cidade-estado. Florescendo na Era Arcaica (800 a.C. – 300 a.C.), elas foram fundadas nos princípios da cidadania; com diferentes direitos e privilégios para os homens cidadãos, mulheres cidadãs, suas crianças, moradores estrangeiros e escravos. Todos os homens cidadãos, sem importar se forem pobres, tinham direitos políticos.

Três das principais cidades-estado mais importantes foram Atenas, Esparta e Corinto. A mais avançada era Atenas, o lugar do nascimento da cultura e a democracia, local famoso no mundo antigo pela sua beleza geográfica.

Esparta, no Peloponeso, ao Sul da Grécia, era o arqui-rival de Atenas. Esparta possuía uma temível potência militar com a melhor infantaria do mundo grego – não era de se estranhar, pois todos os meninos espartanos eram retirados das mães dos sete aos treze anos de idade para realizar o pesado treinamento militar. Os espartanos trocaram a cultura e a beleza por uma ‘espartana’ de simplicidade e resistência.

Corinto construiu a sua riqueza com manufaturas e comércio marítimo. Era bem conhecida no mundo antigo como um centro de luxo e lugar de entretenimento dos ricos, que vinham em grandes quantidades procurando as prostitutas sagradas do Templo de Afrodite.


Governo

Antes do nascimento da democracia, a maioria das cidades-estado era governada por aristocracias, o que em grego significa ‘governo pelos melhores’. O poder era compartilhado por um pequeno grupo de homens de famílias nobres.

Mas aproximadamente em 600 a.C, surgiu a classe média. O comércio lhes trouxe riqueza e os progressos militares lhes trouxeram fortaleza – eles queriam uni-los ao poder. Em algumas cidades, incluindo Corinto, eles se revoltaram e derrubaram a aristocracia em favor de ditadores que ficaram conhecidos como Os Tiranos. Nos outros lugares, mudanças mais pacíficas foram realizadas, na medida em que as aristocracias admitiam a classe média dentro dos conselhos do governo. Isto ficou conhecido como Oligarquias ou ‘governo de poucos’. A mais fervente destas oligarquias foi a de Esparta.

O povo de Atenas tinha uma idéia diferente, mesmo assim, no final dos anos 500 a.C, a primeira democracia – ou ‘governo do povo’ – foi criada. A influência desta revolução foi sentida no mundo antigo e permanece até hoje. Sem um líder único, uma assembléia pública de homens cidadãos se encontrava 40 vezes por ano para votar nas decisões do Estado. A agenda era programada e decretos executados por um poderoso conselho de 500. As pessoas eram selecionadas em grupos, apenas trabalhava um grupo por ano.


Zeus e Herois

O poderoso Zeus foi o rei de todos os deuses gregos e o administrador da justiça divina. Chefe dos céus (seus irmãos Poseidon e Hades mandavam no mar e no mundo das trevas, respectivamente.) Ele carregava um raio para demonstrar seu poder e associação com o tempo. Zeus viveu sempre nas montanhas do Monte Olimpo, de onde ele observava – e com freqüência participava – das vidas dos homens que viviam abaixo. De barba, forte e vigoroso, Zeus teve muitos filhos com a sua esposa, a deusa Hera, e com as suas aventuras amorosas com mulheres mortais. Nem todas as mulheres se relacionavam por vontade própria, pois sabiam que elas e seus filhos tinham que suportar os atos de violência causados pela vingativa e ciumenta Hera.



Atena

A deusa virgem Atena foi a protetora de Atenas, onde era adorada no Partenon. Como deusa da sabedoria, seus conselhos ajudaram os heróis gregos Heráclito, Odisseu e Perseu a vencerem suas provas. Ela também foi a Deusa da guerra, mas diferente do temível Ares, que representava a loucura e a destruição, Atena incorporou seus aspectos mais intelectuais – estratégia, disciplina e defesa. Em lugar de ter nascido, ela explodiu da cabeça dolorida de seu pai Zeus, já adulta e vestida para a batalha, após ele engolir sua mãe Métis grávida. Mas ela também demonstrava um lado mais delicado como deusa do trabalho manual e inventora do torno e da tecelagem.


Teseu

Teseu foi um renomado guerreiro e herói ateniense, mais conhecido por matar o Minotauro, um ser feroz metade homem e metade touro, que viveu abaixo do palácio do Rei Minos em Knossos. Teseu se escondeu em um grupo de jovens atenienses que seriam sacrificados pela besta. Mas ele conseguiu matá-la corajosamente ao encontrar a saída do labirinto seguindo a linha dada a ele pela filha de Minos, Ariadne. Infelizmente, ele esqueceu de colocar uma vela branca na sua volta de barco à Atenas, como tinha prometido ao seu pai, o Rei Egeu. Vendo uma vela preta e assumindo então que Teseu estava morto, Egeu se lançou do penhasco, dando o seu nome ao mar Egeu.


Perseus

Perseu significa ‘destruidor’ e foi um herói mítico e filho de Zeus que viveu para fazer valer o seu nome. O Rei Polydectes, o indesejado raptor de sua mãe, o enviou numa missão, aparentemente mortal, para caçar a cabeça de Medusa, a mais temível das três irmãs Gorgon, que podia transformar os homens em pedra com o seu olhar. Mas usando um chapéu de invisibilidade e sapatos voadores alados, Perseu chegou perto de Medusa usando somente o reflexo dela na sua proteção. Depois, cortou a cabeça dela e a colocou numa sacola. Ele voltou para casa para resgatar sua mãe, usando a cabeça para transformar Polydectes e todos os seus seguidores em pedra.


Guerras


As Guerra de Tróia

A história da Guerra de Tróia é uma das lendas gregas mais famosas. Quando o príncipe troiano Paris seqüestrou Helena, a linda esposa de Menelau, este recrutou os gregos, liderados pelo Rei Agamenon de Micenae, para poder recuperar sua esposa. O cerco sangrento durou dez anos e ocasionou a morte de muitos heróis gregos, incluindo Hector e Aquiles.

A guerra foi finalmente ganha graças a brilhante tática de Odisseu. Seguindo ordens, os gregos abandonaram o local em barcos, como se tivessem sido derrotados, deixando para trás um enorme cavalo de madeira. Pensando que o cavalo era uma oferenda para os deuses, os troianos o colocaram dentro da cidade. Mas, ao anoitecer, uma equipe de guerreiros gregos saiu do interior do cavalo e abriu as portas da cidade para o exército grego que tinha voltado. Tróia foi saqueada e totalmente queimada.

O mito se transformou em verdade quando o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann descobriu a real cidade de Tróia – que tinha sido queimada de fato em 1220 a.C. Agora é aceito que a guerra de Tróia realmente aconteceu, apesar de que é mais provável que a luta tenha sido ocasionada por rotas de comércio e não por amor.


As Guerras Persas

Na antiguidade, a maior ameaça ao mundo grego foi a Pérsia, um poderoso império com desejo de expansão. Mas durante as guerras Persas de 490 a 480 a.C, o equilíbrio do poder mudou inesperadamente: numa série de desafiantes campanhas em Marathon, Thermopilae e Salamis, os gregos se defenderam dos invasores com sucesso.

O significado da vitória era grande. Antes disto, os gregos era uma série de cidades-estado independentes – muitas vezes rivais – com nenhum sentimento de unidade nacional. Depois da Guerra, eles começaram a reconhecer suas semelhanças culturais. Eles se identificaram orgulhosamente como ‘gregos’ e desenvolveram um sentimento de confiança que resultou em grandes acontecimentos culturais nos séculos III e IV a.C, principalmente em Atenas. Se os persas tivessem ganhado, o antigo legado de democracia grega, a arte e o drama, que tem influenciado o mundo moderno tão profundamente, poderia nunca ter sido criado.


Educação
Este exemplo das primeiras cerâmicas gregas mostra uma garota aprendendo a ler na escola.

Apesar da escola não ser um requisito obrigatório na Grécia Antiga, cenas pintadas em vasos de 500 a.C. nos dizem que o estudo era bem difundido.

Os meninos começavam a sua educação aos sete anos. Os mais pobres ficavam na escola de três a quatro anos para aprender o ensino básico, e os alunos mais ricos dez anos. Até mesmo algumas meninas eram formalmente educadas no mundo grego, mas diferentes dos meninos e em escolas separadas.

Os alunos aprendiam com três tipos de professores: os grammatistes, que ensinavam a leitura, a escrita, a aritmética e a literatura; os paidotribes que treinavam a luta, boxe e ginástica; e os kitharistes que ensinavam música, principalmente canto e lira.

Aos 18 anos, os garotos eram obrigados a fazer dois anos de treinamento militar e depois voltavam à escola para receber uma educação mais sofisticada e se prepararem para a vida pública. Um dos primeiros lugares de educação superior foi a Academia, uma escola de filosofia fundada por Platão, em 385 a.C. Aristóteles fazia funcionar um estabelecimento semelhante chamado Liceu, onde o currículo era mais amplo. Estas escolas proporcionaram o modelo para as universidades atuais.






Filosofía
Busto grego clássico do filósofo Platão.

Alguns dos grandes pensadores do mundo antigo surgiram na Grécia, principalmente em Atenas. A Filosofia ou “amor à sabedoria” era a forma deles buscarem a verdade e a realidade no mundo, sem se apoiarem nas respostas dadas pela religião ou o mito.

Sócrates (469-399 a.C.) foi um dos pensadores mais influentes do mundo ocidental. Seu trabalho se centrou no estudo da ética e da moral. Sócrates acreditava que a felicidade dependia de levar uma vida baseada na moral e que ela podia ser ensinada. Ele ainda pensou que se a virtude é conhecimento, então a maldade é ignorância, e por isso não é intencional.

Sua obra causou um efeito profundo no seu aluno Platão (427-347 a.C.), que estudou a questão da ética com mais profundidade posteriormente. Em sua obra prima: “A República” (385-370 a.C.), Platão questiona o conceito de justiça e descreve o seu governo ideal.

A maior contribuição feita por Aristóteles (384-322 a.C.), discípulo de Platão, foi a de ser o primeiro filósofo que verdadeiramente separou a filosofia da ciência. Ele inventou o primeiro sistema de lógica, estabeleceu as ciências da biologia e zoologia, fundou a sua própria universidade e esteve entre os primeiros cientistas políticos. Como pensador, as contribuições de Aristóteles foram únicas e sem paralelos até o século XIX.



Os jogos olímpicos
As origens

Apesar de associarmos as olimpíadas com o esporte, os jogos olímpicos da Grécia Antiga eram principalmente um festival religioso para honrar Zeus. Segundo a lenda, os jogos foram fundados por Hércules, que plantou uma oliveira de onde eram feitos os ramos dos ganhadores.

Os primeiros jogos olímpicos foram realizados em 776 a.C com apenas um evento – uma corrida a pé de aproximadamente 200 metros chamada Stadion, que deu origem a palavra ‘estádio’. Os jogos eram realizados a cada quatro anos e o período de tempo entre os jogos ficou conhecido como Olimpíada.

Os gregos levaram os jogos tão a sério que uma trégua era declarada e estritamente respeitada durante cada jogo olímpico. Inclusive durante a Guerra do Peloponeso, os inimigos se misturaram e competiam lado a lado durante o evento. A trégua foi quebrada apenas uma vez por Esparta, que levou uma punição e foi banido dos jogos desde 420 a.C.



Video Paródia do Mito de Teseu e o minotauro


http://www.youtube.com/watch?v=VNlCX0VjHS0